Uma das armadilhas mais comuns para quem sofre de fobia social é recorrer ao álcool como uma tentativa de aliviar a ansiedade em situações de exposição. O efeito desinibitório pode parecer útil no primeiro momento, mas a longo prazo essa prática aumenta o risco de dependência química e pode gerar consequências graves, como acidentes, conflitos, comportamentos impulsivos e arrependimentos posteriores.
A boa notícia é que há tratamento eficaz e comprovado cientificamente.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada a intervenção psicoterápica mais eficaz, ajudando a modificar padrões de pensamento e comportamento que sustentam a ansiedade social. Em alguns casos, o tratamento medicamentoso pode ser indicado, especialmente nas fases iniciais, para reduzir o sofrimento intenso.
O exemplo do Taijin Kyofusho mostra como os transtornos psicológicos se adaptam ao contexto cultural, mas também reforça um ponto essencial: independentemente da forma de expressão, existe sofrimento real — e existe tratamento capaz de devolver qualidade de vida, autonomia e bem-estar.