Quando a ansiedade se instala, o corpo entra automaticamente em modo de sobrevivência. A adrenalina, liberada pelas glândulas suprarrenais, passa a comandar uma reorganização rápida da circulação sanguínea.
Os vasos que irrigam a pele e os órgãos do abdômen se contraem. Ao mesmo tempo, os vasos que levam sangue aos músculos se dilatam. O objetivo é claro: direcionar energia para onde ela seria mais necessária em uma situação de luta ou fuga.
Com menos sangue circulando na superfície da pele, a coloração se torna mais pálida. Já no abdômen, essa redistribuição abrupta do fluxo sanguíneo produz uma sensação muito característica: o chamado “frio na barriga”. Não é imaginação. É fisiologia pura.
O sangue literalmente se desloca do sistema digestivo para a musculatura, priorizando força, velocidade e reação imediata. O organismo faz isso de forma automática, sem pedir permissão à razão.
Mais uma vez, trata-se de um mecanismo ancestral, altamente eficiente para a sobrevivência. O problema surge quando esse sistema é ativado em situações que não envolvem ameaça real, como conflitos emocionais, pressões cotidianas ou antecipações mentais.
O corpo não distingue perigo externo de perigo emocional. Ele apenas responde.
Interessantemente, é a mesma emoção, a Ansiedade, que em um contexto positivo, como encontrar, subitamente, alguém a quem amamos e queremos namorar que vai gerar o… “frio na barriga”. O mecanismo é similar. Mas daí é bom. Né?