O manejo inadequado da ansiedade pode levar a um padrão respiratório predominantemente torácico, caracterizado por incursões curtas e rápidas. Esse tipo de respiração altera a dinâmica fisiológica habitual.
Considerando que cerca de 1 a 5% do oxigênio inalado é convertido em radicais livres no organismo, um padrão respiratório que incorpora maior volume de ar pode resultar em aumento na produção dessas substâncias. Como consequência, há elevação das tendências inflamatórias naturais do corpo, além de outros possíveis danos associados ao excesso.
Esse e outros desequilíbrios podem contribuir para a piora de doenças autoimunes, nas quais há a produção de anticorpos que atacam estruturas do próprio organismo, desencadeando processos inflamatórios. Assim, a elevação do estado inflamatório pelo aumento dos radicais livres se somam àquela gerada pela própria doença autoimune agravando o quadro, que já têm a inflamação como uma das características centrais.
Pacientes com doenças autoimune, idealmente, devem passar por uma terapia de gerenciamento de estresse, em Medicina Comportamental, de forma complementar, ao seu tratamento regular.