Quando falamos sobre os efeitos do estresse no organismo, o cortisol não é o único fator envolvido. O estresse também pode favorecer uma maior produção de radicais livres.
Os radicais livres são formados naturalmente pelo corpo, mas, quando aparecem em excesso, podem causar danos às moléculas e aos tecidos, além de estimular processos inflamatórios e contribuir para o envelhecimento celular.
Uma das formas pelas quais o estresse pode influenciar esse processo está relacionada à respiração.
Normalmente, uma pequena parcela do oxigênio que respiramos — cerca de 1% a 5% — dá origem a radicais livres. Em situações de estresse crônico, porém, a ansiedade constante pode modificar o padrão respiratório, tornando a respiração mais curta, rápida e superficial.
Com mais respirações por minuto, há maior entrada de oxigênio no organismo e, consequentemente, pode ocorrer também um aumento na formação de radicais livres.
É mais um exemplo de como o estresse mantido por longos períodos pode provocar alterações que vão muito além da sensação de ansiedade e atingir diferentes processos do organismo.