Uma das causas frequentes de pequenas falhas de memória pode ser o estresse. Isso acontece porque o hipocampo, uma região do cérebro diretamente relacionada à memória, possui receptores para o cortisol, hormônio que aumenta em situações de alerta.
Quando o estresse se mantém por muito tempo e os níveis de cortisol permanecem elevados, esse excesso pode interferir temporariamente no funcionamento do hipocampo e, consequentemente, na capacidade de registrar e armazenar algumas informações.
Por isso, durante períodos de resistência e exaustão, fases em que o organismo permanece submetido a níveis elevados de estresse, é possível perceber esquecimentos com maior frequência.
Uma das hipóteses é que essa alteração tenha, inclusive, um mecanismo de proteção: reduzir temporariamente a capacidade de registrar determinadas lembranças poderia ajudar o organismo a lidar com experiências muito negativas ou traumáticas.
Ou seja, aquele esquecimento pontual que aparece em períodos de muito estresse pode estar relacionado não apenas à falta de atenção, mas também à forma como o cérebro responde a esse estado prolongado de alerta.