Existe uma área do saber humano que busca compreender e integrar nossas dimensões biológica e comportamental.
Essa é a Medicina Comportamental, assim nomeada desde a década de 70 pela Academia Nacional Norte-Americana de Ciências.
Ela é amplamente aplicada em diversos países, mas ainda é pouco conhecida no Brasil.
Simplificadamente, ela parte do princípio de que corpo e mente estão profundamente conectados, em influências recíprocas, o que demanda atenção transdisciplinar de quem cuida. Por isso, ao lidar com questões como ansiedade, estresse, compulsões ou dificuldades emocionais, o tratamento pode (e deve) envolver tanto a parte médica quanto os fatores comportamentais e psicológicos.
Isso vale para:
– Transtornos de ansiedade, como o pânico, o TOC, o estresse pós-traumático e a depressão.
– Tratamento complementar de condições clínicas como hipertensão, diabetes, HIV e doenças autoimunes que não estejam evoluindo bem com o tratamento tradicional.
A proposta da Medicina Comportamental é integrar o cuidado emocional, psicológico e o cuidado físico, promovendo bem-estar e qualidade de vida.
Tratar a mente também é tratar o corpo — e vice-versa.