No momento, você está visualizando O que é a ansiedade?

O que é a ansiedade?

Essa pergunta pode ser respondida de muitas maneiras. Do ponto de vista da Neurociência do Comportamento e das Terapias de Orientação Científica, que são aquelas que têm muitas publicações nos últimos 15 a 30 anos, a resposta seria a seguinte:

  • A ansiedade é uma emoção que, normalmente, faz parte de nossas vidas, inclusive em momentos altamente positivos, como, por exemplo, os momentos de alegria. Outras emoções normais de nossas vidas seriam, por exemplo, a tristeza, a raiva, a mágoa, a culpa, o medo, entre outras.

  • A grande diferença da emoção ansiedade, quando comparada às demais emoções, é que a ansiedade “está sempre lá”. Ou seja: se há raiva… haverá ansiedade. Se há culpa… haverá ansiedade. Se há tristeza… haverá ansiedade. E assim por diante. Na verdade, as emoções quase sempre ocorrem em clusters (cachos), ou seja, juntas: raiva, medo e mágoa; culpa e tristeza; medo e culpa; medo e raiva. E a ansiedade sempre fará parte desses clusters.

  • Essa “onipresença emocional” da ansiedade ocorre porque sua principal função é nos alertar para possíveis riscos futuros, de qualquer natureza. Sendo assim, a ansiedade é o elemento emocional fundamental para que nos mobilizemos, em nossas reflexões e/ou em nossos comportamentos, no sentido de gerar e testar hipóteses para resolvermos as situações emocionalmente difíceis.

  • Essa resolução pode ser a revisão das nossas crenças ou teorias pessoais, que nós elaboramos o tempo todo sobre tudo, e/ou mudanças em nossos comportamentos, que nos auxiliem a aumentar e/ou ajustar nossa capacidade de controle nessas situações emocionalmente difíceis.

  • Um lembrete: não fazer nada também é um comportamento — e, às vezes, ele é necessário, pelo menos por um tempo.

Sendo assim, precisamos da ansiedade como uma emoção mobilizadora, para que possamos aumentar nossas chances de lidar com as situações emocionalmente difíceis em nossas vidas.

Mas… qual é a diferença entre a ansiedade e o medo?

Além disso, quando é que a ansiedade pode deixar de ser uma emoção mobilizadora (que nos mobiliza para a reflexão, para a ação…) e passar a ser uma emoção limitante e/ou paralisadora?

Leiam minha próxima postagem:
A ANSIEDADE É UMA EMOÇÃO MOBILIZADORA OU PARALISADORA?