O ser humano é dotado de várias funções cognitivas — como linguagem, raciocínio e memória — por meio das quais conhece e interage com o mundo.
Pessoas muito ansiosas, ou que sofrem com algum transtorno de ansiedade, podem ter essas funções temporariamente prejudicadas. Por isso, a tomada de decisões importantes nesses momentos deve ser mais cautelosa.
Se possível, evite resolver assuntos relevantes em períodos de grande ansiedade. Procure ganhar um pouco mais de tempo para pensar e tente reduzir a ansiedade com exercícios de respiração diafragmática e meditação concentrativa. Alguns minutos podem ser suficientes para atenuar a ansiedade — especialmente em pessoas já treinadas — e permitir decisões mais seguras.
Quando não for possível adiar a resolução do assunto, vale a pena se posicionar de forma mais aberta, deixando espaço para eventuais revisões posteriores sobre a situação que gerou ansiedade.
É importante observar que pessoas com personalidade obsessivo-compulsiva tendem a ter menor flexibilidade nesses momentos, adotando posições mais rígidas e com maior dificuldade de revisá-las. Isso frequentemente aumenta o próprio sofrimento e também o das pessoas ao redor.