Provavelmente há um consenso entre clínicos especialistas em ansiedade de que ela é uma emoção “per se” — pode surgir isoladamente em diferentes situações, mas também está presente em todas as demais emoções. É o que chamo de “Emoção Coringa”.
Quando sentimos raiva, também estamos ansiosos. Se há culpa, insegurança, medo ou tristeza, a ansiedade estará lá. Por isso, aprender a gerenciá-la no cotidiano e nos momentos difíceis é essencial.
Jeffrey Gray, professor emérito da London University, estudou a base cerebral da ansiedade e descreveu o estado em que ela se eleva como “Modalidade Controle” — um termo extremamente feliz. Afinal, a ansiedade está intimamente ligada à necessidade de controlar o futuro, às dúvidas sobre o que pode acontecer e à sensação de não ter recursos para lidar com possíveis consequências negativas. Esse padrão mental gera círculos viciosos de preocupação e tensão.
Há pessoas que vivem permanentemente em “Modalidade Controle”, mesmo quando não há motivo real para isso. São indivíduos que tentam antecipar e controlar tudo, o tempo todo — e isso tem um preço: são, em geral, as pessoas mais ansiosas do planeta.
Esse quadro corresponde ao que chamamos de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) — um dos transtornos de ansiedade mais prevalentes e que será o tema do meu próximo artigo.