Comer demais, beber para relaxar, trabalhar sem parar… essas atitudes nem sempre são escolhas conscientes. Muitas vezes, são tentativas de aliviar a ansiedade de forma breve e transitória.
Quando a ansiedade é muito intensa e elevada, é natural buscarmos alívio rápido em comportamentos que oferecem uma recompensa imediata.
O nome disso é condicionamento operante: nesse caso, o cérebro aprende que aquela ação reduz a tensão e passa a repeti-la.
O problema? O alívio é momentâneo, mas as consequências podem ser duradouras: ganho de peso, dependência de álcool ou outras drogas, exaustão física e emocional.
A Medicina Comportamental nos ensina a identificar esses padrões e propõe através de uma escuta humanizada, técnica e acolhedora, estratégias que levam à compreensão da função desses comportamentos de risco — que são diferentes cada pessoa que está sofrendo.
Essa compreensão pode interromper processos que, a médio e longo prazo, podem ser muito autodestrutivos.