Embora o estresse seja uma resposta natural do organismo, ele pode se tornar um problema quando a ansiedade passa a ocupar a maior parte da rotina. Nesses casos, a pessoa permanece mais tempo dentro do processo de estresse do que fora dele, caracterizando o que chamamos, de forma didática, de estresse crônico.
A evolução do estresse costuma ocorrer em três fases: alerta, resistência e exaustão.
A fase de alerta é a resposta inicial do organismo diante de situações que exigem adaptação. Nesse momento, há um aumento temporário da liberação de cortisol, hormônio relacionado à resposta ao estresse. É essa reação que provoca sintomas como aceleração dos batimentos cardíacos, tensão muscular, suor excessivo e sensação de estar em constante vigilância.
Quando esses episódios se tornam frequentes e a pessoa passa grande parte do dia ansiosa, o organismo pode entrar na fase de resistência. Nessa etapa, o cortisol deixa de ser liberado apenas em momentos específicos e passa a permanecer elevado por períodos mais prolongados. O corpo continua funcionando, mas sob uma carga constante de desgaste.
Com o passar dos meses ou anos, a permanência nesse estado pode levar à fase de exaustão. É nesse momento que começam a surgir sintomas mais evidentes e problemas de saúde relacionados ao estresse prolongado, refletindo o impacto que essa sobrecarga exerce sobre o organismo.
Por isso, mais importante do que eliminar completamente o estresse é evitar que ele se torne um companheiro permanente. Reconhecer os sinais precoces e buscar formas de administrar a ansiedade são passos fundamentais para preservar a saúde e a qualidade de vida.