Em contextos de ansiedade, a região pré-frontal do cérebro tende a permanecer hiperativa. Nessa condição, ocorre a elaboração constante de testes de hipóteses – ou seja, pensamentos voltados ao planejamento de possíveis reações e atitudes diante de diferentes cenários, com avaliação prévia de sua eficácia.
Esse mecanismo tem uma função adaptativa importante: permite que o indivíduo se prepare para eventuais acontecimentos, organizando mentalmente suas ações com antecedência. Costumo me referir a esse processo como um verdadeiro “carrossel de preocupações” – uma sequência contínua de pensamentos baseados em hipóteses, geralmente relacionadas a problemas.
Embora esse funcionamento seja útil e, em certa medida, necessário, ele pode dificultar o início do sono, favorecendo quadros de insônia. Nesses casos, alguns minutos de respiração diafragmática associados à meditação concentrativa respiratória costumam ser suficientes para reduzir essa ativação mental e facilitar o adormecer.
Entretanto, quando a problemática envolvida é mais grave, pode haver necessidade de tratamento medicamentoso. Também é fundamental avaliar se o indivíduo está catastrofizando a situação, o que pode indicar a necessidade de psicoterapia – Com técnicas de Reestruturação Cognitiva e Emocional – direcionada ao manejo da ansiedade.