Nos momentos de ansiedade — e especialmente em indivíduos que se encontram em processo de estresse — é comum a presença de respiração torácica, localizada na parte superior do tronco, caracterizada por ser curta e rápida.
A respiração é o único processo fisiológico que ocorre de forma tanto voluntária quanto involuntária. Isso significa que podemos assumir seu controle consciente, modificando o padrão torácico — típico da reação de luta ou fuga — para um padrão predominantemente diafragmático.
Quando conseguimos reverter ou ao menos atenuar a respiração torácica e passamos a respirar de maneira plenamente diafragmática, o cérebro recebe a “mensagem” de que não há situação de perigo iminente. Dessa forma, as respostas físicas associadas à luta ou fuga deixam de ser necessárias. Como consequência, ocorre redução progressiva da frequência cardíaca, relaxamento muscular e diminuição dos níveis de cortisol circulante, entre outros efeitos, o que contribui para o alívio das sensações ligadas à ansiedade.
É fundamental que a respiração diafragmática seja aprendida com um especialista em gerenciamento de ansiedade, para que sua execução seja correta e seu potencial terapêutico plenamente aproveitado.
Por que aprender com um médico treinado?
Sem orientação adequada, o indivíduo pode realizar a técnica de forma incorreta, intensificando a respiração torácica em vez de revertê-la. Em determinadas condições — como em pacientes epilépticos, gestantes com tendência convulsiva ou pessoas com lesão cerebral mínima ainda não diagnosticada — essa execução inadequada pode trazer riscos, incluindo a ocorrência de convulsões.
Por essa razão, para aprender o método com segurança, é recomendável procurar um médico devidamente capacitado em técnicas de gerenciamento da ansiedade.